TRAGEDIAS ...


TRAGÉDIAS...

Elas ocorrem com frequência, nos comovem e nos fazem refletir, na ultima quarta feira, como todos sabemos pela ampla divulgação da mídia, mais uma para a história, dois jovens invadem uma escola e aparentemente sem razões ceifam a vida de oito pessoas na cidade de Suzano em São Paulo.

Recentemente um helicóptero cai em plena via Anhanguera na Capital ceifando a vida do piloto e do renomado jornalista Ricardo Boechat.  

Ha pouco mais de um mês, um incêndio num “sinistro” alojamento do Clube Regatas do Flamengo no Rio de Janeiro leva a vida de nada mais nada menos que dez jovens de promissora carreira futebolística deixando a nação em comovente emoção.

Antes tivemos a repetição de uma tragédia que abalou a nação anos atrás, o estouro da barragem de Mariana, se repete em Brumadinho com centenas de mortos e prejuízos incalculáveis para toda a população atingida, chocando o estado Mineiro e todo o Brasil.

Procuram explicações, fazem investigações, buscam culpados.

E até acham, mas os acontecimentos não geram prevenções.

As tragédias podem não ter culpados, mas na procura deles passamos em nossas reflexões por absurdos que direta ou indiretamente acabam nos levando a crer que poderiam ser evitados.

Já pararam pra pensar, por exemplo, na quantidade de pessoas abandonadas em cada canto por onde passamos, se pensarmos a resposta nos levara fatalmente para a causa, os antigos hospícios ou hospitais de doenças mentais de todo Brasil, tiveram seus portões abertos e os doentes convidados a ir para suas casas com uma aposentadoria e assim serem cuidados pelos parentes; consequência: estão nas ruas, a Deus dará, sujeitos a todo tipo de atrocidades e maluquices.

Já pensaram também em outro problema social que atinge diretamente comportamentos e atitudes como o caso de liberação de uso de drogas e bebidas em todos os cantos e em todos os ambientes; a qualquer hora do dia ou da noite, nos defrontamos com  pessoas completamente bêbadas ou drogadas, cometendo aberrações sem nenhum pudor.

Quer pensar mais, uma coisa aparentemente simples, mas que esta longe de ser normal, ou dentro das regras de disciplina, bom senso e normalidade, qualquer um, ou qualquer uma,  se acha no direito de vestir roupas provocativas e obscenas, andar sem camisa ou shortinhos escandalosos, em plena rua e em ambientes públicos,  exibindo partes do corpo que antes eram consideradas improprias e inadequadas, só aceitas nas praias litorâneas e nas piscinas dos clubes fechados.

Tudo isso hoje é normal, mas se pensarmos bem, pode ser a causa e as causas, devem ser estudadas para evitar as consequências.

Todos sabem que existem leis rígidas e normas disciplinares de estimulo ao bom comportamento e boas atitudes, que penalizam aqueles que infringem as regras, mas ninguém vê mais nada, ninguém fala mais nada, nem radio, nem televisão, nem jornais, nem policia, nem o juizado de menores, enfim ninguém fiscaliza, ninguém pune e tudo passou a ser normal neste nosso maravilhoso pais de desempregados..

E, se o pior acontecer, ou se isso virar uma tragédia, ah ai sim todos vão ver, vão falar, vão investigar e vão querer explicar o que não tem explicação!

Abel N Moura.


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