A CAMINHO DA PAZ ...
A CAMINHO DA PAZ ...
Bombas explodem e destroem casas, prédios, monumentos,
espalhando pânico, destruição e terror, os corações entristecem, as pessoas
perdem o sorriso e ganham um aspecto de assustadas, aterrorizadas, porque
perdem sua segurança, perdem seus pertences, perdem a sua individualidade,
passam a depender de generosidades e ficam totalmente sem rumo.
Por trás de uma guerra existem interesses assustadoramente
absurdos, interesses políticos partidários, religiosos e ideológicos. O ser
humano que é perfeito, em bom estado de saúde, em boa forma física e
considerado capaz é doutrinariamente convencido para em nome da pátria,
defender esses interesses e colocar sua vida, a de seus compatriotas e a dos
seus adversários nesse espetáculo de horrores.
Homens contra homens cada qual com suas potentes armas
destruidoras, estrategicamente treinados para a destruição, partem em busca do
grito de vitória e a consequente sobreposição de poder.
Que coisa mais impressionante e avassaladora é esse fascínio
pelo poder, essa necessidade de mandar, de se sobrepor uns aos outros,
mostrando força, garras, faces rústicas, impondo medo, ideias e procedimentos e
exigindo respeito e aceitação a todas as suas regras.
Não existem regras para relacionamentos nem condicionalidades, o
que deve existir é coração aberto e a vontade de ajudar, de servir, de quebrar
as arestas que surgem do desequilíbrio, da falta de cultura social e do estado
atual de consciência do outro.
Um renomado espiritualista diz certamente baseado em conceitos
doutrinários que: “...as pessoas não precisam amar você, mas você tem obrigação
de ama-las”.
Compreender o próximo, analisando seu estado de espírito, sua
condição de saúde, seu nível de evolução, é obrigação do ser que se diz saber
fazer uso de coerência e entendimento no trato com pessoas.
O caminho para a paz começa aqui no nosso meio, no
relacionamento diário entre marido e esposa, entre pais e filhos, entre as
pessoas de nosso convívio, entre os amigos, parentes, vizinhos e até aqueles
que passam do outro lado da rua dos quais, de quem, poucos sabemos.
“Cada um carrega em si o dom de ser capaz e de ser feliz” diz o
refrão que antecede uma conhecida canção de musica raiz, portanto, seja capaz
de manter sempre e em qualquer situação o equilíbrio e se por qualquer razão o
perdeu, em algum momento, é normal que isso aconteça, portanto não se preocupe,
o perdão existe, é um dom divino, e não podemos deixa-lo de lado, simplesmente
porque somos turrões ou porque somos orgulhosos e não queremos abrir mãos de
nossas convicções.
A humildade é virtude dos grandes.
Deixe pra lá suas magoas, seja você o primeiro a dar amor, mesmo
que você não o receba, lá na frente você vai perceber que valeu a pena.
Um confronto sempre começa com um insulto, com uma palavra mal
colocada, com uma atitude impulsiva, com um ato provocante, e em alguns casos
pode chegar a morte.
Uma simples dissidência familiar, as vezes tênue, por motivos
bobos, que na maioria das vezes poderia ser resolvido com pequenos diálogos e
redirecionamentos de ideias, posturas e opiniões, acaba por destruir
relacionamentos por toda uma vida, trazendo prejuízos enormes aos membros e aos
interesses dessa família.
Repensando nossa postura, disciplinando nossas atitudes,
compreendendo mais as pessoas de nosso convívio e deixando de lado o impulso
para as intrigas, estaremos sem muito esforço caminhando, com o nosso exemplo
individual, em busca da tão almejada paz entre os homens e entre as nações.
Abel N Moura
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