O CORPO FALA ...
O CORPO FALA ...
Engole o choro; engole sapo; cala a boca; cala o peito; mas
o corpo fala e como fala.
Fala a ponta dos dedos batendo na mesa; falam os pés
inquietos na cama; fala a dor de cabeça; fala a gastrite, o refluxo, a
ansiedade; fala o nó na garganta atravessado; fala a angustia, fala a ruga na
testa; fala a insônia, o sono demasiado.
Você se cala, mas o falatório interno começa; as pessoas
adoecem porque cultivam e guardam as coisas não ingeridas dentro de seus
corações.
O tempo até tem um papel importante, mas não resolve tudo;
tentar mostrar que tudo sempre esta bem requer muita energia, o desgaste
emocional é grande. Coração não engaveta!
Não dá pra engolir tudo e dizer amem!
Dor não é pra sentir pra sempre, dor é vírgula, então faz
uma carta, um poema, um livro, canta uma musica, pega as sapatilhas e sapateia;
faz uma aquarela, faz uma vida, faz uma piada, faz um quadro, faz um encontro
de amigos.
Faz uma corrida no parque.
Fala pro seu analista, fala para Deus, para o universo... se
pinta de artista.
Conversa sozinho, papeia como seu cachorro, solta um grito
pro céu, mas não se cale.
Pois, “Se você engolir tudo o que sente no final você se
afoga”.
Texto adaptado e
publicado
no Jornal Cultural de Perus/Caieiras,
pela psicóloga: Vânia
Barbosa
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